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Você não Precisa de 13 razões para Parar com o Bullying no TrabalhoTempo de Leitura: 6 minutos

bullying no trabalho
Escrito por Bárbara Tavares

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Uma piadinha aqui, outra ali e para não ficar mal em frente aos colegas de trabalho, apenas um sorriso amarelo em resposta.

No início pode parecer uma brincadeira sem graça, mas se houver frequência nesse tipo de situação pode ser caracterizado como bullying no trabalho. Bullying vem da língua inglesa e por definição é a prática de violência física ou psicológica de forma repetida e intencional.

Esse tipo de conduta abusiva afeta a autoestima e o bem-estar das pessoas causando ansiedade, depressão e podendo chegar até mesmo a levá-las ao suicídio.

Esse tema também é abordado na série original da Netflix: 13 Reasons Why. O drama retrata uma adolescente que sofre bullying na escola. A personagem principal, Hannah Baker, sofre com desmoralização, humilhação e intimidação por parte dos colegas da escola até que decide dar um fim à própria vida.

E como esse assunto tem sido motivo de alerta mundial, resolvemos abordá-lo aqui no blog.

Bullying é o Mesmo que Assédio Moral?

Independentemente dos tipos de agressões, o Ministério Público não faz distinção entre assédio moral ou bullying no trabalho. Mas você sabe o que os diferencia?

Um ato isolado de agressão intencional verbal e psicológica, por si só, já é considerado assédio moral. Já o bullying é caracterizado por ações intencionais, prolongadas e frequentes por pessoas ou grupos independentemente de sua posição na empresa.

Ambas são comuns no mundo corporativo em situações de humilhação e intimidação, que incluem desde piadinhas até agressões físicas.

“13 Reasons Why” – Como o Bullying acontece no Trabalho?

Como o Bullying acontece no Trabalho?

Preconceitos indiretos, apelidos pejorativos, chacotas, piadinhas e brincadeirinhas de mau gosto têm que ter limite, principalmente no ambiente de trabalho.

No meio corporativo pode ser ainda mais difícil identificar o bullying, pois em geral quem sofre as agressões não se permite demonstrar incômodo, tentando levar a situação na “esportiva”.

Muitas das pessoas não contestam as agressões ou recorrem a um líder imediato por acreditar que isso venha a aumentar a intimidação e adicionar à ela a taxação de não aceitar brincadeiras.

Não é necessário parar  com as brincadeiras e o bom humor, na verdade isso é essencial para a construção de bons relacionamentos e para a integração dos colaboradores, mas é preciso ter bom senso.

Infelizmente, muitas pessoas não estão acostumadas a se colocar no lugar dos outros para analisar se algum limite foi ultrapassado.

Listamos 13 comportamentos que podem ser caracterizados como bullying no trabalho:

  • Fazer piadas de mau gosto
  • Fazer críticas sem sentido
  • Tratar uma pessoa da equipe de forma diferente
  • Excluir ou isolar o colaborador
  • Gritar com o funcionário
  • Exigir determinado comportamento do colega
  • Culpar o colaborador sem justificativa
  • Vigiar excessivamente um funcionário
  • Xingar
  • Reprimir o colega por ele ter gosto ou opinião diferente da sua
  • Não saber respeitar o espaço do colega
  • Não respeitar o tempo de aprendizado do colega
  • Praticar o preconceito para ser taxado como descolado

Quais são as Consequências?

Quais são as Consequências?

Consequências para o Agredido

Dentre os efeitos colaterais das intimidações e humilhações que a pessoa pode ter estão: descontrole emocional, a sensação de perseguição, baixa autoestima, dificuldade para dormir, estresse, ansiedade, insegurança, crises de choro, alterações de humor e depressão.

As patologias físicas mais comuns são gastrite, dores de cabeça, dores musculares, entre outros. Dessa forma, os alvos do bullying acabam se isolando dos demais; tendo queda na produtividade e faltando com frequência ao trabalho.

Quem é alvo de bullying precisa de apoio psicológico para recuperar a autoestima, confiança e motivação para voltar a ter qualidade na vida profissional.

Consequências para a Empresa

Esse tipo de situação gera graves consequências para a empresa. Além de ter perda de produtividade, muitas vezes há perda de bons profissionais.

Aumenta-se o gasto com as faltas no trabalho e ainda a vítima pode recorrer por processos judiciais do âmbito trabalhista contra a empresa. A vítima de bullying no trabalho pode comprovar as agressões por meio de testemunhas, de e-mails, cartas e mensagens de celular.

Caso a vítima não tenha tido apoio por parte da empresa, pode exigir indenização por danos morais, sendo que o valor varia conforme a gravidade do caso.

Consequências para o Agressor

O agressor pode ser demitido por justa causa e responder a processos disciplinares, por danos morais, e dependendo do caso, também por danos materiais.

Consequências para o Agressor

Mas nada disso deve solucionar o problema que causou ao alvo de humilhação e intimidação, não é mesmo?

Então, como Evitar o Bullying no Trabalho?

Todos são responsáveis pela construção de um ambiente de trabalho saudável, que acima de tudo promove o respeito entre as pessoas. Porém, nós, da equipe de Comunicação e RH das empresas, temos a obrigação de desenvolver cada vez mais uma cultura organizacional empática.

A empresa deve prestar mais atenção nessa questão e tomar algumas iniciativas para evitar que aconteçam saídas voluntárias, quedas na produtividade e processos judiciais.

O departamento de Recursos Humanos, em parceria com o Jurídico, pode definir uma política preventiva de assédio moral e bullying no trabalho.

A política deve listar possíveis punições como advertências e, dependendo da gravidade da situação, até mesmo demissão dos agressores. Se necessário, também é interessante disponibilizar apoio psicológico aos colaboradores que possam estar sofrendo com essas ações.

Além disso, para dar respaldo a todos os colaboradores devemos:

  • Promover ações de conscientização sobre as condutas abusivas;
  • Incentivar o respeito à diversidade e aceitação ao outro;
  • Estimular a integração entre os colaboradores para tornar o ambiente mais colaborativo;
  • Democratizar os pontos de contato internos com os empregados para que se estabeleça a comunicação;
  • Realizar pesquisas de clima organizacional e de comunicação interna e
  • Capacitar os responsáveis pelos times para que sejam bons líderes.

Conclusão

Estamos passando por grandes mudanças nos comportamentos sociais aceitos e não aceitos. O famoso “politicamente correto” está nas rodas de discussão sobre diversos temas que divide opiniões sobre o que é “mimimi” ou o que é de fato inaceitável.

Sabemos que tem problematização desnecessária na internet, mas o bullying no trabalho é uma questão muito séria e que deve ser evitada.

O fato é que precisamos praticar mais a empatia, pois não sabemos pelo que o outro está passando e não temos o direito de julgar aquilo que é ou não uma ofensa para o próximo.

Se quiser ler mais sobre as iniciativas que podem te ajudar a evitar o bullying no trabalho, veja os posts abaixo:

Já passou por alguma situação parecida no trabalho? Conseguiu resolvê-la? Conta pra gente aqui nos comentários.

Espero que tenha gostado! 🙂

Um abraço.

Sobre o autor

Bárbara Tavares

Relações Públicas apaixonada por comunicação, comportamento e tecnologia. Netflix, Deezer e livros são sempre bem-vindos.