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Lições da TV Aberta parte 2 – Segmentação da ProgramaçãoTempo de Leitura: 4 minutos

segmentação da programação

Na primeira parte da nossa série “Lições da TV Aberta”, mostramos 3 estratégias de comunicação utilizadas pela TV aberta e fizemos um paralelo para mostrar como a TV Corporativa pode utilizar as mesmas estratégias para estimular a colaboratividade, o sentimento de pertencimento e para melhorar a cultura da empresa.

E para dar continuidade a esta série, neste post vamos falar de uma outra tática de comunicação que a TV aberta utiliza que também é muito interessante praticar em uma TV Corporativa: a segmentação da programação.

Por que a TV aberta faz a segmentação da programação?

Por ser um país enorme e com uma cultura extremamente diversificada, o Brasil é um desafio para uma emissora de TV com abrangência nacional. Isto porque a emissora está sempre preocupada em criar uma programação que atraia a maior audiência possível.

Do ponto de vista do telespectador, quanto mais personalizada e direcionada for a mensagem recebida, melhor. É muito mais interessante para ele assistir o jogo do time local, receber as notícias locais, a previsão do tempo local e até mesmo as propagandas locais.

Assim, por causa desta necessidade de personalização da mensagem, as emissoras que são capazes de fazer esta segmentação da programação considerando o público alvo saem na frente na busca da maior audiência.

Como a TV aberta faz esta segmentação?

A estrutura que as grandes emissoras de TVs estabeleceram é baseada em uma emissora matriz, também chamada de “cabeça de rede” e emissoras filiais, também chamadas de “afiliadas”.

As cabeças de rede produzem conteúdos que são de interesse de toda a população e possuem uma linguagem padronizada. As afiliadas produzem conteúdo de interesse de um determinado local, que pode ser um estado ou uma região menor. Nestes casos a programação pode ter a linguagem e os assuntos mais adequados a cultura local.

Como é um canal único, os dois conjuntos de conteúdos são programados de acordo com uma grade de programação com faixas de horários destinados ao conteúdo nacional e ao conteúdo regional.

segmetação da tv aberta

E para as TVs Corporativas?

As grandes empresas com projetos bem estruturados de TV Corporativa fazem algo bem parecido. Uma rede de telas é implementada em todas as filiais da empresa, podendo ter TVs em todos os departamentos de uma filial.

É criada uma programação global padronizada que é exibida em todas as telas da empresa e, dependendo de onde está localizada a tela, são adicionados conteúdos segmentados que serão intercalados com a programação global.

O objetivo desta comunicação segmentada, assim como na TV aberta, é para aumentar a audiência (atenção dos colaboradores) e, consequentemente, a efetividade desta ferramenta de comunicação, distribuindo a informação certa para a pessoa certa na empresa.

Na programação global estão inclusas mídias institucionais, ações de endomarketing, endobranding, vídeo com a palavra do presidente, notícias da empresa, entre outros.

Já a programação segmentada é feita com mídias contendo informações relevantes para os colaboradores expostos àquela tela específica. No departamento comercial, por exemplo, podem ser exibidos índices de vendas por vendedor, metas a serem atingidas, clientes novos do período, etc.

Esta segmentação da programação pode ser feita em diferentes níveis. Pode ser de um departamento inteiro ou até de uma única tela, como por exemplo a tela da recepção.

Veja a imagem abaixo de um trecho de uma programação de exemplo:

segmetação da tv corporativa

Uma regrinha interessante que pode nortear a relação entre conteúdos globais e locais que cada tela exibe é a 4-1-1, que já mostramos no post “Programação da TV Corporativa: Por onde começar?”.

Nesta regra, de cada 6 mídias exibidas, 4 são locais, 1 é global e 1 é para chamar a atenção do colaborador. Desta maneira, além de difundir as visões e valores da empresa, a TV corporativa também é utilizada para enviar informações relevantes para melhorar o trabalho do colaborador.


E aí, o que achou desta comparação e das ideias apresentadas? Espero que tenha gostado. Assine nossa newsletter e até a próxima.

Sobre o autor

Igor Gavazzi Vazzoler

Fundador e Diretor de Inovação da Progic Tecnologia. Engenheiro eletricista pela UFSC com MBA em Gestão de Projetos pela FGV.