Por Daniane Bergamini
No momento de se pensar as demandas de comunicação interna de uma empresa, é preciso ter em mente o público a ser atingido. E nesse momento, não dá para pensar em um grupo único, já que o ambiente de uma empresa envolve diversos grupos sociais que consomem informações de formas muito diferentes.
Para identificar as demandas de comunicação interna da sua empresa, é preciso fazer uma análise profunda de quais são os públicos internos que compõem o ambiente de trabalho. Um trabalhador de chão de fábrica e um diretor consomem tipos de informação diferentes e de formas distintas. Se um trabalhador com menos estudo é mais impactado com conteúdo audiovisual, o alto escalão, por sua vez, pode optar por textos mais densos e analíticos.
E mesmo dentro de um grupo que pode parecer homogêneo, podem haver grandes diferenças. É preciso ir mais a fundo na identificação dos funcionários, indo além dos dados cadastrais como nome, idade, grau de escolaridade e função. Só assim é possível saber que dois colegas que trabalham no chão de fábrica podem ter gostos distintos. Um pode gostar da linguagem de um jornal popular e outro ter acesso à TV a cabo e assistir um noticiário mais abrangente.
Diferenciar os públicos e identificar as demandas de comunicação interna pode dar trabalho e até ter um certo custo envolvido, mas tornará a troca de informações muito mais eficiente. É necessário abandonar as técnicas comumente aplicadas, como um jornal mural feito “na média” para todos os colaboradores, e pensar em mensagens específicas para públicos específicos.
Uma das alternativas mais eficientes para atender as demandas de comunicação interna é a implantação de uma TV corporativa. Com telas espalhadas pela empresa, pode-se apresentar mesmo os conteúdos mais densos de forma atrativa para públicos com menor grau de instrução. Por outro lado, a programação também pode incluir números e estatísticas vitais dos negócios para o alto escalão, tudo de forma dinâmica e atrativa.
Então por que continuar investindo em memorandos, newsletters e outros meios que passam exatamente as mesmas mensagens, da mesma forma, para todos os públicos internos? É preciso deixar o comodismo de lado para identificar os públicos e suas demandas de comunicação interna, para então trabalhar de forma mais efetiva.
