Se a sua empresa parasse de enviar comunicados hoje, quanto tempo levaria para os colaboradores notarem a falta?
Essa pergunta revela um dos maiores desafios de RH e Comunicação Interna: o abismo entre transmitir informação, gerar participação, rotina e comportamento. No modelo tradicional de broadcasting, onde um fala para muitos, a mensagem concorre (e frequentemente perde) em um cenário de saturação cognitiva. É neste contexto que o uso de jogos na comunicação interna deixa de ser uma tática recreativa para se firmar como uma metodologia de gestão da atenção, capaz de solucionar essa desconexão.
A urgência de rever métodos é sustentada por dados, não por intuição. O relatório State of the Global Workplace 2024 (Gallup), aponta que o engajamento global estagnou em 23%. Para nós, gestores de marca empregadora e cultura, o dado é um alerta de mercado: estamos disputando o share of mind das equipes contra demandas externas agressivas. Entendo que comunicado por si só não cria pertencimento. E é aí que entra a gamificação, que oferece o desenho exato para essa entrega.
Não se trata de uma aposta arriscada; a eficácia da abordagem já foi precificada pelo mercado. A Grand View Research indica que o setor global de Learning and Gamification atingiu US$ 4,8 bilhões em 2024, com projeção de crescimento anual de 16,9% até 2030. Paralelamente, a TalentLMS (Gamification at Work Survey, 2018) associou a gamificação a percepções de maior produtividade (87%) e maior engajamento (84%).
Os 3 pilares que fazem a gamificação virar resultado (e não só “ação divertida”)
Para que o jogo funcione como ferramenta de negócio, ele deve sustentar-se em três pilares psicológicos que convertem passividade em ação:
FEEDBACK EM LOOP CURTO: em vez de esperar ciclos longos e formais (como avaliações anuais), o colaborador recebe retorno imediato por meio de pontos, progresso e conquistas. Isso mantém a participação viva e reforça hábitos ao longo do tempo.
CONVERSÃO DE AÇÕES EM VALOR SOCIAL: a lógica do jogo transforma comportamentos desejados – participar, comentar, interagir, aprender – em reconhecimento visível (badges, destaques, ranking). O engajamento deixa de depender só de “prêmio” e passa a ser também pertencimento e status positivo.
ARQUITETURA DE COMUNIDADE: quando diferentes áreas interagem em torno de um tema comum, o jogo ajuda a quebrar silos. O pretexto lúdico vira uma ponte real para aproximação, colaboração e conversa entre pessoas que, na rotina, dificilmente se encontrariam.
A SOLUÇÃO TÁTICA: O CAQUI PLAY
É para transformar esses três pilares em execução que entram ferramentas especializadas como o Caqui Play, da Progic. A plataforma leva a teoria para o dia a dia com uma dinâmica simples: participar é fácil, o retorno é rápido e a empresa ganha frequência + interação + dados.
O Bolão no Caqui Play transforma um evento passivo (o Mundial de Futebol) em uma agenda de recorrente de comunicação interna. O segredo está nos microcompromissos: palpitar leva poucos segundos, o que reduz barreiras e favorece alta adesão. Além disso, o calendário de jogos cria a rotina legítima de retorno, pois há sempre uma “próxima rodada”, um novo palpite, um novo ranking. Resultado: o colaborador passa a ter um motivo natural para voltar aos canais da empresa diariamente.
Na prática, o Caqui Play faz a ponte mais importante: transforma a participação individual em uma experiência coletiva, reforçando integração, clima, engajamento e percepção de felicidade.
BENEFÍCIOS E ROI DO CAQUI PLAY
Do ponto de vista de gestão, a implementação do Caqui Play entrega resultados tangíveis que vão além do entretenimento:
- Sustentação da atenção (retenção da mensagem): a dinâmica de “próxima rodada” cria uma expectativa que mantém a marca empregadora presente na rotina do colaborador, com recorrência orgânica.
- Integração transversal: no ranking do Bolão, estagiários e diretores participam sob as mesmas regras. Isso aproxima pessoas, humaniza a liderança e horizontaliza a comunicação.
- Segurança psicológica: regras claras e ambiente moderado criam um espaço de expressão mais leve do que os ritos formais, incentivando participação com menos receio de “errar”.
- Termômetro de clima em tempo real: adesão e participação viram sinais práticos para leitura do momento interno (comunicação que performa vs. comunicação que não está “pegando”).
Para a liderança, o ROI do Caqui Play pode ser observado sob a ótica da eficiência. Nos hard KPIs, ele reduz o custo por colaborador impactado ao atingir taxas de abertura e interação muito superiores ao e-mail tradicional. Nos Soft KPIs, atua na prevenção do turnover: considerando que repor um profissional custa até 1,5x seu salário anual, cada talento retido pelo engajamento e pelo bom clima justifica o investimento na plataforma.
Adotar o Caqui Play não é apenas “criar um jogo”, mas aplicar inteligência comunicacional. É a transição necessária do “comunicar para” o “construir com”.
Por Cleide Cavalcante, Gerente Executiva de Marketing








