Francisco: Estamos em um momento fascinante da profissão. As Comunicações Corporativas e Assuntos Públicos estão fazendo um trabalho muito importante de gestão de interesses, seja de uma comunidade, empresa ou uma reunião de vizinhos.
O interessante é como a autoridade toma decisões com as informações que temos. A Comunicação precisa estar em todos os planos de organizações, sejam privadas ou públicas. Os comunicadores têm desafios em colocar valor no que fazemos e isso precisa ser levado a sério pelas altas esferas das comunicações.
Progic: O que pensa sobre o uso de Inteligência Artificial nas Comunicações e Assuntos Públicos?
Francisco: A Inteligência Artificial chegou para ficar, temos que conviver com ela. É uma tecnologia que pode nos ajudar em tarefas de processos e relatórios, por exemplo, mas não vai substituir a inteligência humana. Mesmo quando temos um material feito com IA, é preciso não somente revisar, e sim verificar se está bem feito.
Progic: Quando falamos de Liderança, o que difere um líder que entende que a Comunicação como algo estratégico e não somente como uma ferramenta operativa?
Francisco: Quem está em posição de liderança é o vínculo entre a organização e o cenário externo. Os líderes de Comunicação observam o que acontece fora da empresa e comunica para dentro e, também o que acontece dentro da empresa e levam para fora. É importante também que um líder tenha a capacidade de escutar.
Progic: Quais conselhos deixa aos profissionais brasileiros que querem compreender melhor os vínculos entre Comunicação, Sociedade e Liderança na América Latina?
Francisco: É necessário saber ler o contexto em que atuam. A linguagem, as práticas e as dinâmicas não são as mesmas no Chile, no Brasil, na Argentina ou no Peru. É preciso compreender essas diferenças, captar os sinais do ambiente e, só então, agir.
Não se trata de chegar dizendo “é assim que se faz”. O Chile, por exemplo, tem peculiaridades importantes, inclusive entre suas próprias regiões, onde muitas coisas funcionam de formas distintas.
Outro ponto é que, vivemos, mais do que nunca, uma era de colaboração. Embora existam projetos individuais excelentes, o momento atual exige trabalho coletivo. Você pode ter os melhores talentos, mas nada supera o que pode ser construído quando todos colaboram, trabalham em rede e compartilham objetivos.

*Esta entrevista integra a série de conteúdos do Endomarketing.TV, que tem como objetivo fomentar o debate e ampliar o conhecimento sobre Comunicação Interna e Endomarketing. As opiniões e análises apresentadas são de responsabilidade exclusiva da entrevistada e não refletem, necessariamente, o posicionamento institucional da Progic.








